Vamos temperar?


"O termo especiaria ou espécie, a partir dos séculos XIV e XV na Europa, designou diversos produtos de origem vegetal (flor, fruto, semente, casca, caule, raiz), de aroma ou sabor acentuados. Isto deve-se à presença de óleos essenciais. O seu uso distingue-as das ervas aromáticas, das quais são utilizadas principalmente as folhas.
Além de utilizadas na culinária, com fins de tempero e de conservação de alimentos, as especiarias são utilizadas em farmácia, na preparação de óleos, unguentos, cosméticos, incensos e medicamentos. Historicamente, esses múltiplos usos deram lugar a disputas entre as corporações - notadamente entre os especieiros e os boticários.
Confira alguns modelos de porta condimentos e inspire-se para dar uma pitada na sua criatividade.

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Fique por dentro: Na época das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos (séculos XV e XVI) eram muito valorizadas na Europa, pois não podiam ser cultivadas neste continente em função do clima. O surgimento e crescimento da burguesia também aumentou a demanda por produtos considerados de luxo na época, como, por exemplo, as especiarias.
No século XV, os comerciantes de Gênova e Veneza, cidades italianas, tinham o monopólio destas especiarias. Compravam no Oriente, principalmente na Índia e China, e vendiam com alta porcentagem de lucro no mercado europeu. Estas especiarias eram levadas para Europa através da rota do Mar Mediterrâneo, dominada pelos comerciantes italianos.
No século XVI, os portugueses descobriram uma rota alternativa para chegar ao oriente, através da navegação pela costa africana. Passaram a comprar as especiarias diretamente na fonte e tiraram o monopólio dos italianos. As caravelas portuguesas chegavam à Europa carregadas de especiarias, que eram vendidas com alta taxa de lucro. Portugal se tornou uma potência econômica da época."
Confira algumas especiarias usadas nas cozinhas para dar um sabor especial aos alimentos.
Nome
Parte da planta utilizada e particularidades
Usos mais comuns
Açafrão
Estigmas da planta não maduros e secos
Sopas, pratos de peixe, caldeiradas, arroz, paellas e certos molhos
Baunilha
Vagem seca
Leites aromatizados, batidos, sobremesas à base de leite, certas massas de bolos e cremes
Canela
Casca do tronco da caneleira. Usa-se em bocados ou reduzida a pó
Bolos e doces com características regionais, certas variedades de pão, chocolate, sangria, café e como elemento de decoração de bolos e de certos doces (arroz-doce, farófias, etc.)
Colorau ou pimentão
Polpa do pimento doce maduro, seco e reduzido a pó
Guisados, ensopados, carnes de porco, bacalhau e certas sopas de peixe
Coentro
Sementes
Marinadas, vinagres aromatizados, conservas de legumes, licores (em grão)
Cominho
Sementes
Carnes de porco, tripas (depois de cozinhadas), marinadas para caça, licor
Cravo-da-Índia, cravinho, ou cravo-de-cabecinha
Botões da flor depois de secos
Caldo de carne, marinadas, molhos doces e salgados com vinho e cerveja, vinagres e vinhos aromatizados (sangria), salsicharia e certas massas de bolos
Erva-doce ou anis
Sementes
Pães especiais, doçaria, castanhas, bebidas, cozinha exótica
Funcho
Sementes
Sopas de peixe, saladas, marinadas para caça, licores, bolos e pães
Gengibre
Rizomas: usa-se fresco ou seco
Bebidas, cozinha chinesa, cozinha inglesa, certas sopas de peixe, compotas e bolos secos, mistura de especiarias
Louro
Folhas secas de loureiro ou reduzido a pó
Caldo, molhos, guisados
Mostarda
Grãos (mostarda branca), Grãos (mostarda preta), inteiros ou reduzidos a pó
Soufflés, purés de batata, pâtés, marinadas, vinhos quentes e pastelaria exótica ou de características regionais
Noz-Moscada
Grãos da moscadeira desengordurados por meio de água de cal (ou leite de cal)
Soufflés, purés de batata, pâtés, recheios, marinadas, vinhos quentes e pastelaria exótica ou de características regionais
Paprika
Pimento maduro, seco e reduzido a pó (pimento cultivado na Hungria)
Mistura de especiarias, molhos, pratos de queijo, guisados, sopas, pratos de carne (caracteriza a cozinha húngara)
Pimenta
Grãos da pimenteira. Usam-se a preta, a branca e a verde. A branca é a preta a que se tirou a casca depois de seca. Para esta utilização, escolhem-se normalmente as variedades maiores
Mistura de especiarias e, de um modo geral, em todas as preparações culinárias. A verde utiliza-se especialmente em molhos para carnes


4 comentários:

  1. Eu queria muito ter uma hortinha na cozinha, mas eu nunca lembro de molhar as plantas e coitadinhas, sofrem comigo.
    Beijos

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    Respostas
    1. Tadinha das plantinhas (rs)... Eu acho muito bacana ter uma hortinha, mas a única que vingou aqui em casa foi a salsinha. Lindo demais!

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  2. Que bela postagem! Quanta informação! confesso que o 1º vídeo não assisti todo mas o 2º sim e gostei do que vi.
    Abraço!
    Sonia

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    1. Pois é Sonia, o primeiro vídeo é um pouco longo, apenas para aqueles momentos de relax para ver e saber mais sobre os condimentos.
      Fico feliz que tenha gostado.
      Beijocas

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